sábado, 4 de outubro de 2008

Beijo suspenso na boca.
Delinea-se a noite sob os corpos nus que se enlaçam num salivar adocicado.
Enrola-se um amo-te ao dedo que percorre a sede de amar.
Afigura-se o desejo em torno do ar, desliza como seda.
Quebra-se a loucura, paixão avassaladora.
Mais um beijo mal amanhado por entre a linguagem corporal.
Soneto que se dissolve por entre o lacrimejar de felicidade.
Estou em teus braços.
Embalas-me, dás-me um beijo de boa noite.
Beijo que se desprendeu para em tua boca se dependurar.
02 Outubro 2008