quinta-feira, 10 de abril de 2008

Sonho, o que sonhei?
Espaços em branco que se sobrepõem.
Não sei porque sonhei, se sonhar não faz parte da condição humana.
Ser sonhado, por quem?
Poderá alguém um dia ter imaginado o que o subconsciente pensou?
Quão lenta é a mente humana ao dizer que sonhou quando em toda a verdade apenas lamentou o que queria ter sonhado.
Orgasmo que senti, sonhei?
Ambos ilusões que o corpo teima em fazer que acreditemos que existem.
Se sonhar, ter um orgasmo - a forma da frase torna-se pálida - é um prefixo do substantivo, então quero um adjectivo.
Sonho? Sonhar é tão breve, instantâneo que os olhos o eliminam antes de se abrirem.
Vou atar um sonho a um cordel, irei deixar que a gravidade do meu descansar o sustenha no tecto.
Irei colocar muitos, quero os substantivos juntos ao adjectivo.
Formarei uma nova condicionante humana.
Tirará algum arbítrio ao ser, mas se o mesmo não o usa, não notará.
Sonho que sonhei.
Onde está?
Na cara de espanto daquele que isto lê.
9 Abril 0h00

1 comentário:

liliana disse...

de facto, esta um pouco provocante... bem a tua maneira!bj